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Treva ateando fogo

Intensa a chuva irriga intrigas que sorridentes brotam no jardim da vida enamorando existência a existência na ausência do julgamento que então deturpado o discernimento; inconformado, o curso abre mão da sua natureza que abraça o abrandamento por livre-arbítrio alimentada a seca que fracasso por fracasso absolvem-se os oásis da malevolência;   despida a prevalência sequer entende o prazer que encega a natureza dos intentos que levadas a cabo trazem à baila tonalidades de magnos mistérios sob manto de aventuras vergando o destino ante a tenacidade dos actos sem fragilidade alguma que distante da fraqueza: -eis que a chuva abraça o verão nunca eternizando a presença restringindo a abundância daquela bonança-.   Serano Manjate

Cegueira fascinante

Pus o meu sonho sobre as nuvens que a bússola nas mãos do vento sem tripulação rumou o vento para as mais fascinantes terras de encantos, poisaram os encantos na minha ‘sperança decorando o meu sonho de eterno vislumbre, daí, chegada a eternidade o vento abriu mão daquela bússola que o vislumbre nunca foi para o meu sonho transitório;   enquanto isso, embalado por toda a maciez das nuvens o meu coração sem tripulação entrega-se a plenitude, o fascínio da terra de encantos rouba um sorriso do meu coração, a ‘sperança ganha vida poisada na existência a sua canção, a eternidade faz par a uma possível desilusão abrindo mão daquela bússola absolvendo o vislumbre então enraizado no âmago do sonho.   Serano Manjate

Nudez revestida de cristal

Metálica cede perfurando a madrugada adentro eremita o desejo fruto da evaporação que em questão de segundos acolhe aquela então ausência gemendo em voz alta a agonia que de tanta pena apela a ponderação da solidão valendo por todos os negros sentimentos que sensações convencida a demora a vincular-se a despercepção no reino do subconsciente que na genuinidade ‘sconde segredos sem memórias para o sorriso daquela adolescente de infância atrelada ao mercado onde dos barcos compram-se ‘stórias de sereias vendendo-se apenas mergulhos nas profundezas do mar que é esta vida, nossa na qual a saudade bate a porta com as mãos repletas de futuros encantos plasmando na pele a nu que crua a realidade que é prática nalgum sentido, a vida foge apenas qual.   Segue o ritmo o seu contorno trilhando cônscio de sí mesmo a trajectória mapeada pela plenitude alcançada na incertidão temporal sem saber se deitado o sol ou a lua na vasta cama agasalho de ambos vinda a insónia ex...

Coração em arco-íris

Tenazes os tempos não desiludem a terra que se pisa a cada passo que dá rumo para as nossas posições, ‘scudos que somos contra a turbulência poisada sobre a magnitude, garantindo que a sonoridade do canto daquele pássaro seja canção que decifrável a natureza, com o toque duplo dos feixes solares que lunares poisados na linearidade. Enquanto isso, de tão pequena a felicidade existencial cabe na palama daquela criança que somos vinda a eternidade sem desejos inibidos nem feitos desnecessários.   A senda agasalha frutos entrelaçados pela confusão do destino, é esta a tua alma-gêmea? Questiona! Exalam tanto do amor necessário para dispensar a procura. Exclama? É do verde que tanto nubla a tua cegueira, não vês a dissociação entre quem ama que quem é amado, ternos conceitos que de tão efervescentes adotam sempre o vice-versa, uma reciprocidade nada lúcida: -responde a plenitude vinculada ao sorriso apenas, repletas também de ocupação as almas-.   Carros pe...