Coração em arco-íris
Tenazes os tempos não desiludem a terra que se pisa a cada passo que dá
rumo para as nossas posições, ‘scudos que somos contra a turbulência poisada sobre a magnitude,
garantindo que a sonoridade do canto daquele pássaro seja canção que decifrável a natureza,
com o toque duplo dos feixes solares que lunares poisados na linearidade.
Enquanto isso, de tão pequena a felicidade existencial cabe na palama daquela criança que somos
vinda a eternidade sem desejos inibidos nem feitos desnecessários.
A senda agasalha frutos entrelaçados pela confusão do destino,
é esta a tua alma-gêmea? Questiona! Exalam tanto do amor necessário para dispensar a procura. Exclama?
É do verde que tanto nubla a tua cegueira, não vês a dissociação entre quem ama que quem é amado,
ternos conceitos que de tão efervescentes adotam sempre o vice-versa, uma reciprocidade nada lúcida:
-responde a plenitude vinculada ao sorriso apenas, repletas também de ocupação as almas-.
Carros pela cidade vagueiam cumpridas as agendas perpétuas, condenados ao bem-‘star
questionam-se sobre a perfeição da primavera almas humanas,
sem invocar aquelas que sempre estas memórias de efervescência carnal,
cruzamento de mundos entre oásis que mares mediante a eternemeferidade.
Serano Manjate
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