Nudez revestida de cristal
Metálica cede perfurando a madrugada adentro eremita o desejo
fruto da evaporação que em questão de segundos acolhe aquela então ausência
gemendo em voz alta a agonia que de tanta pena apela a ponderação da solidão
valendo por todos os negros sentimentos que sensações convencida a demora a vincular-se a despercepção
no reino do subconsciente que na genuinidade ‘sconde segredos sem memórias para o sorriso daquela adolescente
de infância atrelada ao mercado onde dos barcos compram-se ‘stórias de sereias
vendendo-se apenas mergulhos nas profundezas do mar que é esta vida, nossa
na qual a saudade bate a porta com as mãos repletas de futuros encantos
plasmando na pele a nu que crua a realidade que é prática nalgum sentido, a vida foge apenas qual.
Segue o ritmo o seu contorno trilhando cônscio de sí mesmo a trajectória mapeada
pela plenitude alcançada na incertidão temporal sem saber se deitado o sol ou a lua
na vasta cama agasalho de ambos vinda a insónia existencial face ao anseio
dalgum coração, sabe-se lá se do tempo ou daquela criança que este adolescente que somos:
-ei-la presença condecorando a agonia pelo tempo de zelo que tão humanista roça a incredibilidade o seu gesto-.
A transitoriedade faz-se então bênção então reluzentes os marfins
embora haja brilho indecifrável tão oculto nas chagas que encega aquele gesto da agonia
em tempos de intempérie da impossível compatibilidade
da noção tão genuinamente humana da natureza da luz
que ente algum poisado sobre a metamorfose abraçava tal percepção.
Serano Manjate
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